Não gosto de todo, do que me tornei agora

 

Não gosto de todo, do que me tornei agora

Não agora que não em permanência

Mas diferente do que sempre fui outrora

Numa temível fase de decadência

Decadência é forte e talvez demasiado

Mas é isso que me sinto…decadente

Porque é como deste temor encadeado

Me possuísse pensamento permanente

Que me levará a mais triste fado

A fado porque de destino se trata

Esta minha dor d’alma que me consome

Que devagar e silenciosa me mata

Para a qual nem tenho nome

Chamei-lhe decadência mas o que será,

Este sofrimento que agora experimento

Isto que sinto, por quanto perdurará

E quanto me resistirá o pensamento?

Levar-me-á à loucura ou ao fim de mim?

Não à morte mas a um fim do que fui

Ao fim do que um dia me conheci

Ou ao início do eu mau que evolui?

Sinto um evoluir mas de loucura

Nada melhor para descrever

Por quanto este sentir perdura

O que me sinto é enlouquecer

Espero que esteja de passagem

E que depressa se vá e eu regresse

Que tenha sido só uma viagem

Normal para quem ainda cresce

Porque estamos sempre a crescer

E assim neste pensar, combaterei

Não o que pensei permanecer

Mas que só por momentos me tornei…

 

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