Eu nasci numa Ilha…

Eu nasci numa Ilha.

Eu nasci numa Ilha mágica de infinita beleza, cantada por poetas e habitada por Deuses… quando eu nasci já não a habitavam Deuses mas pessoas de infinita alegria, e por isso se mantinha Divina e mágica…

Não conheci a minha Ilha assim… deixei-a sem idade suficiente para a manter na memória… revivi-a pelo que me contavam dela e pelo cantar dos poetas… É uma ilha pequena mas grande em História e beleza e quando eu nasci, as cores da natureza misturavam-se com as cores das casas, dos jardins cuidados, dos barcos de pescadores que a rodeavam e até das diferentes cores das pessoas, porque era habitada por muitas raças…  e especialmente por isso era rica, uma riqueza infinita pelas diferentes culturas que a tornavam única…

Mas depois veio a guerra e com a guerra, partiram o colorido e a alegria… esbateu-se a pintura das casas e dos barcos, desapareceram os barcos, ficaram as pessoas de uma única cor porque as outras fugiram de medo, murcharam as flores e desapareceram os jardins e com eles as suas cores e a minha ilha ficou triste porque o multicolorido esbateu-se ou desapareceu… e com ele a alegria das pessoas…

Mas na minha memória a minha ilha mantinha-se mágica e comigo um desejo profundo, imperativo de a conhecer…

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